segunda-feira, 04 de maio de 2026
Programa Minha Casa, Minha Vida Rural transforma a realidade de agricultores familiares
Cada unidade habitacional contou com subsídio de R$ 88 mil
Em Mandirituba, o programa Minha Casa, Minha Vida Rural já transformou a realidade de 49 famílias de agricultores familiares no município, garantindo moradia digna, segura e de qualidade para cerca de 200 pessoas. Viabilizado por meio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Agricultores Familiares de Mandirituba, em parceria com o Governo Federal, a Prefeitura Municipal, a Caixa Econômica Federal, a Cohapar e o Senar, o programa já soma um investimento superior a R$ 4,3 milhões.
As novas moradias foram construídas dentro das próprias propriedades rurais, permintindo que os agricultores permaneçam no campo, próximos á suas raízes. Cada unidade habitacional contou com subsídio de R$ 88 mil, com uma contrapartida simbólica das famílias ao valor de R$ 750, pago no ato da assinatura dos contratos no dia 28 de abril de 2025.
“A substituição de moradias precárias por casas de alvenaria representa mais segurança, conforto e qualidade de vida, além de promover autoestima e bem-estar às famílias beneficiadas”, salienta o presidente do Sindicato, Julio Carvalho.
O Sindicato dos Trabalhadores Rurais teve o papel fundamental em todas as etapas do processo, desde a organização das famílias até o acompanhamento da execução das obras, consolidando uma parceria sólida com o poder público o instituições envolvidas.
Habitação fortalece permanência e produção no campo
Para o presidente da FETAEP, Alexandre Leal dos Santos, o programa vai além da construção de moradias, representando uma importante política de fortalecimento da agricultura familiar. “Mais do que construir casas, o programa contribui para um futuro mais digno no campo, fortalecendo a sucessão familiar e garantindo a continuidade da produção agrícola”, destaca.
Segundo ele, a habitação rural é uma das principais pautas históricas do movimento sindical. “Há muitos anos lutamos para garantir moradia digna no campo e programas como esse são resultado dessa mobilização. Tivemos um período recente em que o programa foi interrompido, mas agora ele foi retomado, o que representa um avanço importante”, afirma.
O presidente também ressalta que ainda há desafios a serem superados. “O programa precisa ser ampliado para atender mais famílias. Existe uma demanda muito grande no Paraná, com sindicatos de diversas regiões solicitando novas unidades habitacionais. Nosso objetivo é avançar cada vez mais e garantir que mais agricultores tenham acesso à casa própria”, pontua.
Alexandre reforça ainda que a pauta da habitação rural segue como prioridade nas agendas de negociação do movimento sindical. “Seguimos levando essa demanda para os espaços de diálogo e mobilização, como o Grito da Terra Brasil, buscando ampliar os investimentos e fortalecer ainda mais essa política pública essencial para a agricultura familiar”, conclui.


