sexta-feira, 04 de setembro de 2026
FETAEP lança Cartilha do PRONAF 2026/2027 com novas condições para a agricultura familiar
Publicação reúne as principais informações do Plano Safra
A nova Cartilha do PRONAF 2026/2027, produzida pela FETAEP, já está em fase final de impressão e, nos próximos dias, começa a chegar aos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais e às famílias agricultoras de todo o Paraná. A publicação reúne, em linguagem simples e acessível, as principais informações sobre as linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) e as condições do novo Plano Safra.
Produzida anualmente pela Federação, a cartilha se consolidou como uma importante ferramenta de orientação para agricultores e agricultoras familiares, dirigentes sindicais, técnicos e instituições parceiras. O material apresenta regras, limites, taxas de juros e condições das diferentes linhas de financiamento, facilitando o acesso às informações necessárias para a elaboração de projetos e a contratação de crédito.
Para a FETAEP, garantir que as informações sobre as políticas públicas cheguem aos agricultores é parte fundamental do trabalho sindical. Por isso, há duas décadas, a Federação mantém a produção anual da Cartilha do PRONAF. A publicação integra um conjunto de ações desenvolvidas pela entidade para fortalecer a agricultura familiar. Em parceria com o SENAR-PR, a FETAEP também desenvolve cartilhas, cursos, campanhas, encontros, materiais educativos e ações de comunicação voltadas às famílias do campo.
“Mais do que representar agricultores familiares, a FETAEP trabalha para fortalecer um modelo de produção baseado na geração de renda, na sucessão rural, na sustentabilidade e na produção de alimentos que abastecem a mesa dos brasileiros”, destaca Alexandre Leal dos Santos na apresentação da nova edição.
A cartilha também reforça o papel dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais como espaços de orientação e apoio aos agricultores que desejam acessar as políticas públicas.
Vozes e histórias de quem faz o PRONAF acontecer
Além das informações técnicas, a edição 2026/2027 traz depoimentos de representantes de instituições que participam da construção e execução das políticas para a agricultura familiar, entre elas a CONTAG, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o Banco do Brasil e a Cresol.
A publicação também apresenta histórias de agricultores e agricultoras familiares que utilizaram o crédito para transformar suas propriedades, ampliar a produção, gerar renda e melhorar a qualidade de vida. Entre os personagens estão Eliana Zampiroli, de Colorado, que encontrou no Pronaf Mulher uma ferramenta para consolidar seu orquidário; Antônio e Adriane Ruchinski, cuja trajetória na produção orgânica foi acompanhada pelo programa desde 2001; Sidnei e Luana Stabach, de Contenda, que investiram na diversificação e na produção de morangos em ambiente protegido; e Sueli Terezinha Vitali Lorenzett, de São João, que utilizou o crédito para melhorar as condições da atividade leiteira.
São histórias que mostram, na prática, como o crédito rural pode ser um instrumento de desenvolvimento quando chega acompanhado de planejamento, orientação e políticas públicas adequadas.
Dados - Plano Safra amplia recursos e reduz juros
Lançado pelo Governo Federal em 30 de junho de 2026, em Brasília, o Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027 prevê R$ 97,3 bilhões para fortalecer a agricultura familiar. Os recursos contemplam ações de crédito rural, Garantia-Safra, Proagro, compras públicas, assistência técnica e extensão rural e outras políticas voltadas ao setor. A FETAEP acompanhou o lançamento e também as negociações que antecederam o anúncio.
Entre os principais destaques do Plano Safra 2026/2027 estão a redução dos juros para determinadas atividades de produção de alimentos, o incentivo à produção orgânica e agroecológica e melhores condições para investimentos em máquinas e equipamentos. As operações destinadas à produção de alimentos da cesta básica, como arroz, feijão, leite, mandioca e hortaliças, passam a contar com taxas reduzidas de 2% ao ano. Para sistemas agroecológicos, produção orgânica e sociobiodiversidade, a taxa chega a 1% ao ano.


