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22/05/2020 | Agrícola | Comunicação/Imprensa

Diagnóstico vai pautar plano de ação com produtores de tabaco

Diagnóstico vai pautar plano de ação com produtores de tabaco

A partir de uma ação demandada pela Fetaep, técnicos da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab) e IDR (Instituto de Desenvolvimento Rural) estão em busca de alternativas aos agricultores familiares atingidos pela redução da área contratada de tabaco no Paraná. São mais de 140 propriedades da agricultura familiar, em especial na região Centro-Sul e Campos Gerais, nos municípios de Ipiranga, Ivaí, Irati, Imbituva, Ponta Grossa e Tibagi, que foram surpreendidos com a decisão da Souza Cruz de não renovar os contratos de produção para a próxima safra. Em reunião realizada na última terça-feira (20/05), o grupo de trabalho decidiu primeiramente, e imediatamente, fazer um diagnóstico da situação, para então elaborar um plano de ação.

Além de apurar dados como número de propriedades, extensão da área atingida e mão de obra familiar impactada, os técnicos vão até o campo ouvir o produtor. Entender as caraterísticas da região e conhecer a estrutura da propriedade para ser mais assertivo no encaminhamento das soluções. “A Federação, o sindicato e o governo do estado estão preocupados não só com a questão econômica destas famílias, mas também com alternativas de renda que estas famílias possam ter, dando continuidade na atividade agrícola”, disse Marcos Brambilla, presidente da Fetaep.

Em abril a diretoria da Fetaep já havia se reunido com representantes da Souza Cruz e da Seab para entender melhor as mudanças. Na ocasião, a Souza Cruz apresentou o plano de ação para os produtores que serão descontinuados, que inclui o perdão das dívidas de investimentos contraídos para produção de tabaco da variedade Maryland. "Caso algum produtor entenda que está tendo outro prejuízo relacionado à não renovação do contrato para cultivo do tabaco, deve negociar individualmente com a empresa. A orientação é que procure o sindicato dos trabalhadores rurais de seu município”, explica José Amauri Denck, secretário de finanças da Fetaep. 

Sobre a redução dos contratos, a Souza Cruz alega que a decisão está ligada a critérios de qualidade e sustentabilidade. A decisão também está ligada ao crescimento do mercado ilegal do produto, que teria chegado a 57% do mercado total em 2019, segundo dados do Ibope. Agora a Fetaep, juntamente com a Seab e o IDR, discutem saídas para estes produtores de tabaco. “Precisamos de uma proposta que pense na cadeia toda, desde a produção até o mercado, para que o produtor tenha boas oportunidades de comercialização”, destacou Natalino Avance de Souza, presidente do IDR.

 

Alerta – Para Marcos Brambilla, presidente da FETAEP, o primeiro e mais urgente passo é promover conversas com os agricultores impactados. “Precisamos ouvi-los e buscar, junto com eles alternativas possíveis, conforme a vocação de cada um e também da região”. Brambilla também faz alerta sobre os “maus conselhos”, dos oportunistas de plantão. Alguns agricultores estão sendo estimulados a entrar na Justiça contra a Souza Cruz. O dirigente entende que por enquanto esse não é o caminho que leva a uma solução efetiva e definitiva para o agricultor. “De imediato, o importante é nos unimos e planejarmos a curto, médio e longo prazo a reconversão da atividade para a viabilização destas propriedades, com alternativas que supram necessidades de renda dentro do espaço que possuem”, afirmou Marcos Brambilla.

 

Diversificação – Na oportunidade a Secretaria de Estado de Agricultura e o IDR, apresentaram um projeto de diversificação nas áreas de produção de tabaco, que já vem acontecendo entre 2019 e 2020 e que tem obtido bons resultados com frutas, hortaliças, erva-mate, mel, grãos e leite. Segundo o IDR, vale a pena, é possível e é preciso um olhar muito atento para a comercialização dos produtos. O Secretário Estadual de Agricultura e Abastecimento, Norberto Otigara, também ressaltou que o governo estadual pode e quer ajudar a buscar novas alternativas para estes produtores. Ponto unânime na conversa foi que, sem dúvida, esta é uma grande oportunidade para que se construam propriedades diversificadas, voltando o olhar para novas oportunidades. Neste sentido, Natalino Avance apontou exemplos: o mercado de flores, que segundo ele, 98% do total comercializado no Paraná vem de São Paulo, e de hortifruti, 60% trazido de outros estados.

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