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21/12/2017 | Agrícola

Melhorar a produção e renda da agricultura familiar segue sendo uma prioridade para a FETAEP

Para 2018 a Federação focará seu trabalho – no que diz respeito à área agrícola – na busca por mais acesso ao crédito, como o PRONAF.

O ano de 2018 promete ser um ano bem agitado para o Movimento Sindical dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais do Paraná (MSTTR). De um lado as questões envolvendo as lutas para a manutenção de alguns direitos arduamente conquistados, como as que vem sendo realizadas no caso das Reformas Trabalhista e Previdenciária, e do outro as ações pautadas na qualificação e na melhoria da aplicação do crédito rural.

Para o vice-presidente da FETAEP e secretário de Política Agrícola, Marcos Brambilla, para 2018 a Federação focará seu trabalho – no que diz respeito à área agrícola – na busca por mais acesso ao crédito, como o PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), por exemplo. “Nosso foco será incluir novas famílias que, atualmente, estão afastadas das linhas de crédito disponíveis – seja por desconhecimento ou dificuldade. Sabemos que o crédito não foi feito só para os agricultores familiares consolidados e que o crédito rural deve servir para o desenvolvimento e estruturação de novas propriedades”, comenta Brambilla.

Ao citar o PRONAF, Brambilla adianta quais são as suas expectativas para o Plano Safra desse ano. “Compreendemos as dificuldades pelas quais o país vem passando, mas esperamos – minimamente – manter as condições já conquistadas, com uma taxa de juros estável e atrativa”, revela, dizendo ainda que o governo precisa melhorar as condições de acesso ao crédito a todas as linhas e programas. Até o momento, continua ele, o governo não está valorizando o setor rural e a agricultura familiar como deveria. “Além do orçamento ser insuficiente, uma série de programas importantes e fundamentais para os pequenos produtores estão ficando sem orçamento”, lamenta Brambilla.

Entre eles, o secretário de Política Agrícola da FETAEP cita o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) – que a cada ano vem sofrendo cortes do governo. Em 2012, por exemplo, no auge do PAA, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, o governo liberou R$ 839 milhões para a compra de alimentos. Em 2016 foram R$ 439 milhões. Já em 2017, foram apenas R$ 150 milhões.

“Ou seja, uma redução de 66% só neste último ano”, lastima o vice-presidente da FETAEP, que já adianta: “se a política continuar sendo a de desvalorização, muitos agricultores familiares irão abandonar suas propriedades, já que não estão recebendo incentivos para a permanência na atividade. Estes programas, que alimentam inúmeras famílias de baixa renda, não estão sendo tratados com a seriedade necessária”, ressalta. Portanto, justamente para tentar minimizar os impactos desses cortes é que a FETAEP irá priorizar em 2018 a descentralização do crédito para que ele chegue a quem realmente precisa.

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