Notícia

terça-feira, 06 de outubro de 2026

Paraná se destaca no Crédito Fundiário

FETAEP atua na orientação das famílias, na elaboração dos projetos e no acompanhamento dos processos

O Paraná respondeu por quase um terço das operações de Crédito Fundiário realizadas na Região Sul em 2025. Foram 124 contratos, que movimentaram R$ 32,9 milhões e possibilitaram a aquisição de 529 hectares de terra.

Os números representam 32,4% das 383 operações realizadas no Sul. O Paraná também registrou o maior valor médio por operação entre os três estados da região: R$ 265,6 mil. Outro destaque foi o PNCF Jovem: o Estado liderou em número de contratos voltados à juventude rural.

Para o presidente da FETAEP, Alexandre Leal dos Santos, os resultados mostram a importância do Crédito Fundiário para famílias que buscam conquistar sua própria terra. “Existe uma grande procura junto aos nossos Sindicatos em todo o Paraná de agricultores que querem comprar seu pedaço de terra”, afirma.

A FETAEP atua na orientação das famílias, na elaboração dos projetos e no acompanhamento dos processos, buscando facilitar o acesso ao crédito e contribuir para que mais trabalhadores e jovens rurais possam conquistar sua propriedade.

Jovem transforma o Crédito Fundiário em projeto de vida

Aos 19 anos, Gustavo Kudelski, de Virmond, na região Centro-Sul do Paraná, já começa a construir seu projeto de vida no campo. Por meio do PNCF Jovem, ele adquiriu uma propriedade de 1,5 alqueire, na Linha Restinga, onde desenvolve a produção de leite.

Entre o início do processo e a concretização do projeto foram 14 meses. O caminho foi marcado por correções e ajustes na documentação, mas a vontade de conquistar a própria terra fez Gustavo persistir.

Para adquirir a terra, Gustavo financiou R$ 250 mil pelo Crédito Fundiário e acessou outros R$ 50 mil pelo Pronaf A, destinados a investimentos na propriedade. Hoje, já mantém 20 vacas em ordenha e está ampliando as instalações para aumentar a produção.

O jovem não pretende parar por aí. “Meu plano é só crescer. Já estou aumentando as instalações para ampliar a atividade e melhorar cada vez mais a propriedade”, afirma.

A experiência de Gustavo também mostra, na prática, como o acesso à terra pode abrir novas perspectivas para a juventude rural. Para quem ainda tem receio de buscar o programa, ele deixa um recado:

“No final vale muito a pena. É um recurso que beneficia quem realmente pretende e gosta de trabalhar na lavoura, como eu.”