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quinta-feira, 12 de março de 2026

Conflito no Oriente Médio pressiona custos no campo e preocupa agricultura familiar, alerta FETAEP

Um dos principais pontos de alerta é a alta do óleo diesel, combustível essencial para as atividades

Os impactos da ofensiva dos Estados Unidos ao Irã no Oriente Médio já começam a preocupar a agricultura familiar brasileira. A avaliação é da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (FETAEP), que acompanha com atenção os reflexos do conflito internacional sobre os custos de produção no campo.

Um dos principais pontos de alerta é a alta do óleo diesel, combustível essencial para as atividades agrícolas e para o transporte da produção. De acordo com a entidade, os preços já registram aumento, o que agrava a situação dos agricultores familiares, que trabalham com margens de lucro cada vez mais apertadas.

Segundo o presidente da FETAEP, Alexandre Leal, o cenário internacional tende a pressionar ainda mais os custos da produção agrícola.
“Os combustíveis já subiram e nossa preocupação é que as margens da agricultura familiar estão muito apertadas. Com esse conflito, a tendência é que a situação se agrave, aumentando os custos para produzir e transportar alimentos”, afirma.

Além do diesel, a instabilidade no mercado internacional também pode provocar aumento no preço de insumos agrícolas, como fertilizantes, ampliando os desafios enfrentados pelos pequenos produtores.

Diante desse cenário, a FETAEP reforça que seguirá acompanhando de perto os desdobramentos do conflito e seus impactos na agricultura familiar. A entidade também pretende levar propostas aos governos estadual e federal para reduzir os efeitos dessa conjuntura sobre os trabalhadores do campo.

Entre as medidas defendidas estão a ampliação de linhas de crédito rural com juros subsidiados, a prorrogação de dívidas dos produtores e o avanço na discussão de soluções estruturais, como a aprovação de um projeto de lei para securitização das dívidas rurais.

“O nosso compromisso é acompanhar essa situação e propor ações que ajudem a diminuir os impactos na vida dos trabalhadores e trabalhadoras do campo, garantindo condições para que a agricultura familiar continue produzindo alimentos e gerando renda”, conclui Alexandre Leal.