Notícia

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Negociação do preço do tabaco avança, mas ainda sem acordo com as indústrias

Reajuste é considerado essencial para garantir previsibilidade na safra 2025/2026

A segunda rodada de negociação do preço do tabaco da safra 2025/2026 terminou sem a assinatura de um protocolo de acordo entre produtores e indústrias do setor. As reuniões foram realizadas em Santa Cruz do Sul (RS), na sede da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), reunindo representantes das fumageiras e das entidades que compõem a Comissão Representativa dos Produtores.

A FETAEP participou das negociações representada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais (STTR) de Ipiranga, José Amauri Denck; pelo presidente do STTR de Ivaí, Claudinei Brylak; e pelo assessor jurídico da Federação, Adilson Korchak. Na segunda rodada, estiveram presentes as empresas Alliance One, CTA e JTI.

Apesar de ainda não haver consenso, os representantes avaliam que houve avanço nas tratativas. “Quase chegamos ao índice de reajuste esperado para fechar o acordo. É provável que, nos próximos dias, o preço do tabaco avance, possibilitando uma tabela atualizada e mais sustentável para o produtor”, afirmou Amauri Denck.

Para Claudinei Brylak, a definição do reajuste é urgente. “A negociação da próxima safra parte da tabela vigente. Por isso, precisamos desse reajuste o quanto antes, garantindo segurança e previsibilidade aos produtores”, destacou.

Uma nova rodada de negociação está marcada para o dia 13 de fevereiro, com a confirmação da presença das empresas JTI e BAT.

Importância econômica

No Paraná, quase 30 mil famílias dependem da renda proveniente da cultura do tabaco. A definição de um reajuste adequado representa valorização do trabalho da agricultura familiar e é fundamental para assegurar a sustentabilidade da cadeia produtiva no Estado.